A quem se destina?

A Casa da Imagem é um espaço aberto à comunidade. As suas atividades têm um caráter lúdico e exploratório, que incluí o desenvolvimento de técnicas e práticas artísticas, e destinam-se aos estudantes entre o pré-escolar e o secundário. A Casa da Imagem também oferece formações para professores, no âmbito das ações de formação contínua relacionadas com o ensino na área das expressões, da educação visual e tecnológica, das artes visuais e do ensino artístico.

Que tipo de atividades?

Uma das áreas de ação privilegiadas da Casa da Imagem é a realização de projetos e de atividades com escolas. Estes vão resultar da partilha entre realidades, experiências, problematizações, vontades e desejos. Desta forma procura-se criar espaço para uma prática comum e implicada, em que a educação artística serve de base comum de investigação e de ação. A Casa da Imagem está aberta ao diálogo e à cooperação, e entendemos que é pela consideração das realidades existentes em cada escola que as ações se estabelecem.
Como centro de educação artística, a Casa da Imagem concebe práticas de base oficinal com frequência esporádica ou anual, dependendo do sentido desenvolvido na relação com a Escola. As oficinas são organizadas por profissionais da área artística e concebem a educação nesta área como uma aprendizagem que se constrói pela prática, isto é, afirmam a aprendizagem artística mediante um fazer que se concretiza enquanto saber. Seguindo este princípio, promovem-se práticas que impliquem uma constante afirmação e consciencialização do sentido dos conteúdos para se afirmarem enquanto exercícios de aprendizagem.
A Casa da Imagem promove ações baseadas numa partilha e numa prática que privilegiam a constante experimentação e descoberta de meios, tecnologias e reflexões e que se concretizam pela realização de objetos/ações.
Face à acumulação de múltiplas exigências formativas e educativas, que são atualmente impostas às Escolas, a Casa da Imagem promove a criação de um espaço privilegiado de contacto com a arte e com a cultura contemporâneas. Entende-se que este contacto se deve concretizar, no espaço escolar ou no da Casa da Imagem, pela promoção de uma relação com a prática sempre em diálogo com o que a rodeia. Compreende-se que a experimentação da arte e cultura da contemporaneidade se deve estabelecer mediante o entendimento da aprendizagem, ou produção, de uma técnica como uma prática em estrita relação com a criação de sentido, isto é, promovendo uma reflexão sobre si própria e sobre o que esta pode implicar relativamente a quem a pratica. É neste contexto de aprendizagem que compreendemos a prática da arte contemporânea como possibilidade de criar um espaço comum, onde se intersetam múltiplas linhas de sentido, com orientações diversas: da comunicação e da linguagem, mediais, tecnológicas e lúdicas, históricas e sociais, filosóficas e estéticas, políticas e educativas. A aprendizagem ganha lugar com a adoção de atitudes de descoberta, exploração e desconstrução, cooperação, partilha e produção de sentidos individuais.

Para promover esta aproximação propõem-se ações baseadas na adopção de temas ou técnicas resultantes da Escola e do seu projeto educativo ou de novas possibilidades resultantes desta partilha entre Escola e Casa da Imagem. Estamos cientes quer da importância de responder aos conteúdos programáticos prescritos, quer da necessidade de adaptar esses mesmos conteúdos aos alunos com quem iremos trabalhar. É partindo desta consideração, de cada grupo escolar é único, que se poderão construir diálogos, interesses comuns e novas práticas.